Volkswagen T-Cross o Quinto Elemento

O mais pequeno dos SUV da Volkswagen acaba de entrar no mercado com uma imagem mais rebelde e que se adapta da melhor forma à personalidade de cada pessoa. É mais um novo nome na marca e o quinto na família de SUV.

Seguindo por completo as tendências do mercado, a família de SUV da Volkswagen continua a aumentar quase de dia para dia com o objetivo de responder a cada um dos segmentos e desejos dos consumidores. Este género de modelos continua a ter uma procura cada vez mais elevada e no caso da Volkswagen, este formato já representa cerca de 20 por cento das suas vendas, estimando-se que não demore muito a alcançar os 50 pontos percentuais do seu total de unidades matriculadas.

O novo Volkswagen T-Cross é o quinto elemento desta nova família, juntando-se a modelos como o T-ROC, o Tiguan, o Tiguan Allspace e o Touareg, que já se encontram no mercado há mais tempo. Com um comprimento ligeiramente acima dos quatro metros e uma altura a rondar o metro e meio é o mais pequeno dos cinco, por fora, pelo menos, mas promete uma habitabilidade acima da média e também bastante acima do esperado, depois de termos olhado para ele pela primeira vez e verificado que o seu volume compacto foi mesmo pensado para se adaptar da melhor forma aos grandes centros urbanos.

Assim que entramos no habitáculo percebemos que espaço é algo que não vai mesmo faltar, apesar das suas dimensões exteriores. O Volkswagen T-Cross cumpre a promessa e oferece um habitáculo bastante amplo, tanto nos lugares dianteiros como nos traseiros, sendo que atrás de tudo isto ainda se encontra uma bagageira com uma capacidade máxima de 455 litros. Quando nos sentamos ao volante, notamos que a posição de condução conta com uma postura um pouco mais vertical do que o habitual, o que acaba por melhorar a visibilidade que temos para o exterior, mas não demoramos muito a encontrar uma boa posição de condução, pronta para arrancar e seguir viagem. Lá atrás, os assentos incluem uma regulação longitudinal de cerca de 14 centímetros, o que permite optar entre mais espaço no habitáculo ou num compartimento de carga ainda mais amplo, perfeito para quando as malas das férias parecem precisar de uns centímetros extra.

Ciente das exigências dos seus utilizadores e de tudo aquilo a que as novas gerações dão mais valor, a Volkswagen incluiu diversas tomadas USB a bordo e um conjunto de soluções de personalização que se conseguem adaptar ao gosto de cada pessoa. Consoante o nível de equipamento presente em cada uma das versões, também podem estar presentes diversas soluções de ligação a dispositivos externos como tablets ou smartphones, sendo que nem sequer ficam esquecidos os sistemas Apple CarPlay e Android Auto ou a possibilidade de carregar o telefone por indução. O sistema de info-entretenimento conta com um monitor tátil a cores de oito polegadas que ocupa o lugar de destaque na consola central, praticamente no topo do tablier, sendo que este é um daqueles equipamentos que apenas costumamos encontrar nos segmentos acima deste. O mesmo acontece com o painel de instrumentos totalmente digital que também está incluído nas versões mais equipadas do T-Cross, ou mesmo com o novo volante multifunções que é uma estreia absoluta e que é o mesmo que vamos passar a encontrar nos futuros modelos da marca, como o novo Golf, por exemplo.

Por fora, o visual mais agressivo deve-se a linhas de carroçaria mais vincadas e que lhe conferem um desenho mais robusto, mas se estas não forem suficientes, a Volkswagen disponibiliza um pacote de equipamento R-Line (interior e exterior) que deixa o T-Cross com um visual ainda mais desportivo. Na extensa lista de opções deste novo modelo estão 12 cores para a carroçaria, diversos ambientes a bordo que combinam com as cores exteriores, jantes de liga leve que podem chegar às 18 polegadas de diâmetro, sistemas de iluminação mais sofisticados totalmente em LED e até o sistema de som desenvolvido pela Beats Audio que deu origem a uma nova versão do Volkswagen Polo.

No nosso mercado passam a estar presentes três níveis de equipamento para a gama T-Cross (a versão base, o nível Life e o nível Style), com apenas uma motorização a gasolina. Trata-se do bloco de um litro, com dois patamares de potência (90 e 115 cavalos), sendo que o mais potente pode receber, em opção, uma caixa de velocidades automática de dupla embraiagem com sete relações. Um pouco mais tarde será a vez do motor diesel 1.6 TDI chegar ao mercado, na sua versão de 95 cavalos.

Os preços começam nos 18.771 euros da versão base que já inclui um nível de equipamento generoso, mas a Volkswagen está a apostar mais na versão de equipamento intermédio “Life”, ainda mais recheada, com o motor 1.0 TSI de 95 cavalos e que custa 21.132 euros. Comum a todas as versões é a garantia de 5 anos ou 100.000 km. As previsões de vendas para o T-Cross rondam as duas mil unidades até ao final deste ano, já contando com o facto de este modelo poder roubar “vendas” a outros modelos da marca como o T-ROC, por exemplo.

Por André Mendes

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