Turismo: que futuro?

Grande parte dos players acredita que o sector vai continuar a crescer, mesmo que não se atinjam os valores do ano passado.

Sandra Pinto

Directora de redacção da Viagens & Resorts

Editorial publicado na edição de Fevereiro/ Março 2015 da revista Viagens & Resorts.

No sector do turismo em Portugal, o ano de 2014 ficou marcado pelo registo de recordes em vários indicadores de actividade, alguns com aumentos acima dos 10%, facto que o Governo atribui, maioritariamente, ao sector privado, «um crescimento de 10% face a um ano de recordes de 2013 só é possível porque houve muita gente a fazer muita coisa muito bem-feita», refere a propósito Adolfo Mesquita Nunes, Secretário de Estado do Turismo.

Aquando do encerramento da 4.ª Conferência de Balanços, organizada pelo Banco de Portugal e com lugar na cidade do Funchal, o Presidente do Turismo de Portugal, João Cotrim Figueiredo, referiu por sua vez que «Portugal está a ganhar quota de mercado no sector turístico como nunca ganhou», apontando que «o saldo da balança turística no País deverá atingir sete mil milhões de euros, o que representa cerca de
4% do PIB». Em termos de dormidas, registou-se um crescimento de 10,8% (32 milhões de dormidas), tendo as receitas aumentado 10,9% até

Agosto, cifrando-se em 6,9 mil milhões de euros. Perante tais resultados o que esperar de 2015? Grande parte dos players acredita que o sector vai continuar a crescer, mesmo que não se atinjam os valores do ano passado. Mas a verdade é que mesmo neste cenário de optimismo ainda há muito a fazer pelo turismo, sector que tem, claramente, ainda muito por onde crescer. Isto mesmo defende Fátima Vila Maior, directora de área de feiras da FIL, responsável pela BTL, na entrevista publicada na íntegra nesta edição, «o turismo nacional tem um potencial enorme, contudo
é necessário consolidá-lo. Os dados são reveladores de um grande crescimento, mas é preciso ter consciência que ainda há muito trabalho a fazer para que ganhe a maturidade de alguns destinos internacionais que são nossos concorrentes.»

Contornar a sazonalidade, reagir ao aparecimento de novos formatos, impõe inovação e criatividade, bem como uma aposta maior em novos segmentos. Por outro lado, que não falhe a promoção, o investimento privado, o apoio das políticas públicas e as condições económicas e de infra-estruturas que ajudem o sector, não só a cimentar a posição que já alcançou, como a crescer ainda mais. Pela nossa parte continuaremos a dar bons motivos para que viaje, muito, cada vez mais, e que, com alma de turista e aventureiro, descubra este mundo que é o nosso. Até Abril.

sandra.pinto@viagenseresorts.pt

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