Thorsten Milse no Ártico “As imagens falam mais alto que as palavras”

O fotógrafo profissional e Embaixador da Canon Europa, Thorsten Milse, acompanhou uma expedição à vela pela conservação do Ártico, integrada no projeto “Last Ice Area” do WWF – World Wide Fund for Nature.

Esta viagem teve como finalidade analisar as opções futuras de gestão das áreas onde o gelo está previsto durar mais tempo, e, simultaneamente, lançar uma luz sobre a situação da paisagem ártica, que tem sofrido alterações muito rapidamente.

Thorsten Milse iniciou a primeira etapa da expedição na Groenlândia, partindo de Upernavik e navegando até Qaanaaq. Thorsten trabalhou ao lado de uma equipa de especialistas e cientistas do WWF, dedicando o seu tempo a documentar ambientes do Ártico, por forma a aumentar a conscientização da necessidade da sua proteção.

“Esta missão foi diferente das que anteriormente realizei à região do Ártico, pois a ênfase recaiu sobre as cores e as texturas da paisagem, mais do que nos animais que nela habitam”, comentou Thorsten Milse. “Isso exigiu uma abordagem diferente: quando estou perante imagens de filhotes de urso polar ou filhotes de foca, costumo permanecer num único local por um tempo considerável, observando e aprendendo o comportamento dos animais. Neste projeto, “Last Ice Area”, desloquei-me constantemente de barco ao longo da costa, por isso, a minha forma de trabalhar foi muito diferente.”

«As imagens com frequência falam mais alto que as palavras», disse Thorsten a propósito da relação entre sua fotografia e a conservação da natureza. «Se posso mostrar o que temos de proteger, então o espectador obtém uma visão do mundo que ele nunca conseguirá ver ou visitar. Estamos mais propensos a proteger o que amamos.»

O fotógrafo

Thorsten Milse nasceu em 1965 em Bielefeld, na Alemanha. Fez formação na área do design gráfico mas decidiu enveredar por uma carreira de fotógrafo a tempo inteiro. Especialista em fotografia de paisagem e vida selvagem, Thorsten retrata principalmente temas ligados à conservação da natureza e espécies em perigo.

As suas imagens encontram-se publicadas em 25 países em revistas como FEO, BBC Wildlife, Illusteret Videnskab e Nature’s Best Photography e têm sido distinguidas por vários prémios internacionais, incluindo o BBC Wildlife Photographer of the Year.

Entre 2004 e 2008 viajou pelas regiões polares durante semanas captando imagens impressionantes da luta pela sobrevivência. Em março de 2010 publicou o livro “Africa’s Last Wilderness” sobre a Costa dos Esqueletos na Namíbia e no final de 2011 foi publicado o seu épico livro ‘World Polar”, resultado de mais de seis anos de trabalho no Ártico e na Antártida. Já em 2012, dedicou-se a fotografar a vida selvagem na América do Sul e na Europa.

Truques para fotografar como Thorsten Milse:  

Fotografar sem tripé – “É quase impossível utilizar um tripé em barcos pequenos, razão pela qual as objetivas IS da Canon são a minha primeira escolha. Deste modo consigo obter fotos mais nítidas mesmo quando as ondas varrem o convés.”

Usar as linhas de enquadramento da câmara para resolver as questões do horizonte – “Num barco pequeno não é fácil fazer fotos com um horizonte em linha reta. Um padrão de linhas, como o da EOS-1D X e da EOS 5D Mark III, da Canon, é útil para assegurar que todos os disparos são feitos em linha reta.”

Zelar pelo funcionamento das câmaras nas condições mais agrestes – “Ao fotografar em ambientes frios ou molhados, utilizo uma caixa estanque. Por experiência, não conheço restrições ao capturar as melhores imagens, mesmo nas mais baixas temperaturas. As câmaras e objetivas Canon possuem uma boa proteção, em toda a sua superfície, contra as condições extremas.”

Luvas – “As luvas são necessárias em condições de frio, mas tornam difícil o trabalho, nestas situações opto pelo corpo Canon EOS-1D, porque o sistema “quick dial” é mais fácil de utilizar.”

Estar sempre alerta para a presença de vida selvagem – “Os animais na costa oeste da Gronelândia são extremamente raros. Com sorte, às vezes conseguimos observar baleias, mas raramente ursos polares. Devido ao número crescente de pessoas na região, os animais são muito tímidos e difíceis de detetar e fotografar.”

Usar mais do que uma câmara – “Quando nos encontramos num mar agitado, nem sempre é fácil, ou é mesmo impossível, trocar de objetivas. É mais fácil trabalhar com mais do que uma câmara.”

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