Sugestão de leitura: “Paixão de Lisboa”, de Rebecca Scott Cabral

Paixão de Lisboa é o primeiro romance publicado. da autora

Num registo hábil e sensual, Paixão de Lisboa é o primeiro romance de Rebecca Scott Cabral e fala-nos da perspetiva de quem chega a Lisboa pela primeira vez e dos efeitos benéficos e perversos que a recente descoberta de Portugal por multidões de visitantes teve nos seus costumes, vícios e caráter.

Quando a vida perfeita de Josie em Londres fica repentinamente virada do avesso, esta inglesa inexperiente resolve aceitar, com algum ceticismo, e apenas para arejar as ideias, a oportunidade de um emprego em Lisboa. Será que o que vai encontrar em Portugal é mais do que a soma de tudo o que perdeu?

Esta não é uma história de amor e, no entanto, ao mesmo tempo, é exatamente isso. Uma história de amor pela vida, de amor-próprio, de amor por sexo, de amor por Lisboa, nascida a partir de tantas outras histórias de jovens mulheres, oriundas de vários pontos do Mundo, que se perderam e se reencontraram nas ruas sinuosas e nos recantos secretos da capital portuguesa.

Num registo hábil e sensual, Paixão de Lisboa mostra-nos uma cidade poderosa capaz de causar dor e prazer, deslumbramento e desespero, a todos os forasteiros que tentam decifrar os seus segredos e se veem impotentes para transformar a sua natureza – mas que, inevitavelmente, acabam eles próprios por se verem transformados pela cidade.

Rebecca Scott Cabral descobriu Portugal em 2011, por acaso e coincidência. Desde então que mora e trabalha em Lisboa, onde quer viver para sempre e onde tem vivido numerosas aventuras e desventuras, uma das quais resultou num apelido português. Quando não está a escrever, Rebecca gosta de testar os limites humanos do consumo de açúcar e também de usufruir de todas as facetas da vida que Portugal tem para oferecer. Continua a ser embaraçosamente pontual na maior parte das ocasiões e uma das coisas que mais teme, além da fila na repartição de finanças, é que lhe peçam indicações na rua para onde quer que seja. A sua expressão preferida em português é: «O que não mata, engorda».

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