Punta Cana, a princesa do Caribe

Punta Cana é, sem dúvida, uma das zonas mais características do Caribe: as suas maravilhosas águas cálidas de um azul inimitável, a sua branca e fina areia e numerosas palmeiras, conferem-lhe o aspecto tropical que enamora qualquer um que por lá passe.

A República Dominicana foi formada através de grandes contrastes. O povo dominicano é o resultado de uma importação de culturas provenientes de todos os cantos do mundo, envolvendo uma história acidentada e de mistura de diversas etnias e culturas, nomeadamente a indígena, a espanhola e a africana. Do indígena ficaram os elementos materiais e as formas de conduta, como por exemplo, a cerâmica de barro, o uso da canoa e a despreocupação com o factor tempo. De Espanha conserva-se a cana-de-açúcar e o café, a divisão política do território em municípios, os desenhos urbanísticos das cidades e povoamentos, e a poesia popular, para não falar no idioma e na religião católica. De África mantém-se a sensualidade, a dimensão mágica da vida, o trabalho colectivo, o uso de cores vivas, sem esquecer a música e a dança. Mas estas não foram as únicas influências culturais recebidas, pois ao longo da história outros grupos de imigrantes ajudaram na formação da actual sociedade. Assim, aos poucos foram chegando franceses, holandeses, ingleses, negros metodistas americanos, haitianos, americanos brancos, turcos, chineses, japoneses, italianos e húngaros. A influência de todas estas culturas geraram diversas sub-culturas regionais que, hoje, se distinguem pelas formas de expressão próprias, normas, valores, crenças, símbolos e costumes. Os dominicanos são cidadãos do mundo, uma mistura de várias partes, que fizeram um país com muitos países num mesmo território.

O carácter do povo dominicano é um dos grandes atractivos da República Dominicana. Os dominicanos são por natureza um povo musical. «La tambora» marca o ritmo da vida, trazendo as notas do passado, relatando o presente e sonhando com o amanhã. É um povo colorido e comunicativo, que fala com o verbo, o olhar e por gestos. Receptivos à mudança, adaptam-se facilmente às novas situações, aproveitando cada momento. São familiares, ao mesmo tempo católicos e supersticiosos, gostam de conhecer e serem conhecidos. Sendo tristes e alegres ao mesmo tempo, e tendo um carácter ambíguo, nunca se sabe até que ponto o que dizem não é o contrário do que pensam. Este é um povo misterioso que gosta da visita dos estrangeiros, já que ele próprio é um grande estrangeiro, produto de uma mistura de raças e culturas.

A oferta gastronómica dos restaurantes é grande e variada mas, no geral, a cozinha é simples e caracteriza-se por ser pouco condimentada. Muitos pratos são derivações de outros pratos da cozinha espanhola, mas com nomes e temperos diferentes. Os ingredientes básicos da alimentação dominicana são o frango, o arroz, o feijão e outras espécies vegetais fáceis de obter e, sobretudo, muito económicas. Os pratos típicos dominicanos são numerosos e há uma grande variedade de especialidades regionais, mas existem algumas que se podem provar por toda a República Dominicana, como o sancocho ou o locrio dominicano. O sancocho é o prato típico nacional por excelência e come-se muito quente, o que não deixa de ser um paradoxo num país tropical. Trata-se de uma sopa muito espessa que se prepara com vários tipos de carne (frango, carne, porco, etc.) e com tubérculos, apesar de tudo ser admitido. Segundo o dito popular, o sancocho começa-se a preparar com uma panela vazia e numa reunião de amigos, onde cada um deposita aquilo que tem. O locrio dominicano não é mais do que a versão caribenha da paella, mas com um sabor muito tropical.

 

 

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