Oásis Atlântico Belorizonte, o melhor de Cabo Verde

O que torna as férias “naquelas férias” tão especiais? O destino, o hotel, o ambiente, as pessoas? Ou aquele “je ne sais quoi” que não sabemos definir mas que sentimos estar sempre presente. Pois, foi isso mesmo que tivemos ocasião de perceber em Cabo Verde, onde na Ilha do Sal, ficámos rendidos aos encantos do Oásis Atlântico Belorizonte.

São quatro as horas de avião que separam a cidade de Lisboa da Ilha do Sal, em Cabo Verde. Na verdade são quatro as horas que nos separam de um pedacinho de paraíso onde a vida corre sem pressas, como que a dar sentido ao lema do arquipélago “Nha Stress!”.

Pois foi mesmo sem nenhum stress que aterrámos já noite cerrada no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, onde depois de cumpridas as formalidades (é preciso visto para entrar em Cabo Verde e se o adquirir à chegada tem um valor de 25 euros) nos apressámos a levantar a bagagem para nos fazermos ao resto do caminho que nos separava do nosso destino, o hotel Oásis Atlântico Belorizonte.

Ao som de Cesária

A primeira surpresa estava reservada para a manhã seguinte, quando cedinho abrimos a porta do bungalow e verificámos estar literalmente à beira da praia! O calor que às 08 horas já se fazia sentir, era um bom indicador do destino de quase todos os hóspedes que minutos depois encontrámos no restaurante Santa Maria a tomar o pequeno-almoço. Efectivamente, a praia ali mesmo em frente parecia desafiar para momentos de pura descontracção e relaxamento, mas também de animação, pois por volta das 09 horas tinham início as actividades da praia, de entre as quais destacamos as aulas de aérobica, por sinal bastante disputadas.

Presente no universo hoteleiro cabo-verdiano desde o início da década de 90, o grupo Oásis tem vindo a cimentar uma posição de prestígio, a qual acompanha com um incremento da qualidade dos produtos que oferece. Não sendo a nossa primeira vez numa unidade do grupo, rapidamente demos conta da melhoria não só no serviço, como no cuidado com o atendimento e na atenção aos pequenos detalhes. A simpatia do staff é algo que se mantém ou não fossem os cabo-verdianos um povo de sorriso nos lábios e música na alma. Depois de um processo de remodelação algo profundo, esta unidade da Ilha do Sal surge hoje com dois tipos de aposentos: no edifício principal descobrimos 60 quartos, repartidos entre as categorias de single, duplo e suites, bastante confortáveis e com vista tanto para a piscina de água salgada como para o mar; espalhados pelo resort existem 303 apelativos bungalows prontos para receber casais ou famílias pois as crianças encontram ali todas as condições a uma estada memorável. Equipados com ar condicionado e tv plasma, revelam-se a opção certa para se estar bem perto da praia, sentindo de perto a emoção deste paraíso tropical.

Na varanda os fins de tarde adquirem outra tonalidade, quando os corpos dourados do sol relaxam enquanto apreciam o pôr-do-sol. Um pouco por todo o lado há música. Fazendo justiça à fama deste ser um arquipélago musical, as mornas são a banda sonora dos dias prazenteiros e das noites lânguidas que desfilam debaixo da luz da lua e das estrelas que naquele céu brilham com outra força e carisma. No horizonte aquela tonalidade avisa que amanhã é outro dia de calor africano, acalmado pela brisa que sempre se sente por estas paragens.

No Oásis Atlântico Belorizonte as muitas nacionalidades encontram-se no desejo comum de serem felizes, assim é com um sorriso no rosto que respondemos aos muitos “good evening”, “bonne nuit” ou “gute nacht” que vamos recebendo de quem connosco se cruza tanto na praia, como nos espaços comuns do hotel.

Degustando uma Strela

A noite tem por aquelas paragens outro charme, seja por culpa do calor ou da tal brisa que não nos larga um segundo, a verdade é que a noite é naquele pedaço de terra no Atlântico algo de muito mágico onde o cheiro a maresia se mistura com o cheiro da terra…e, verdade seja dita, com outros aromas bem mais prosaicos mas igualmente apelativos, como aqueles que chegam da cozinha do restaurante Salinas onde os jantares à lá carte são o ponto forte. Recentemente remodelado, o restaurante junta a sala de refeições, um bar e um grill. Todas as noites é escolhido pelos hóspedes do regime all inclusive que ali podem jantar um vez durante a semana que por norma dura a estadia. Do menu fazem parte entradas como a salada de polvo com picadinhos de tomate, pimentos e cebola ou a salada juliana de alface com papaia e camarão. Para prato principal e apesar das muitas opções de carne, fomos adeptos do bom peixe da ilha, dando preferência à lagosta e ao camarão tigre. A acompanhar a eterna Strela, a cerveja cabo-verdiana que casa na perfeição com qualquer opção gastronómica dando-lhe um charme inigualável.

Ao fim da noite a animação toma conta deste espaço pois na zona do bar, mais propriamente no palco que ali se encontra são levados a efeito espectáculos e concertos de música cabo-verdiana.

Tal como já referimos, o pequeno-almoço é servido no restaurante Santa Maria num buffet repleto de variadas opções, sistema que se estende ao almoço onde se pode optar entre variadas especialidades gastronómicas da ilha e internacionais. Uma nota para a frescura das saladas e frutas. Todas as noites o buffet de jantar obedece a um tema, pelos que os hóspedes podem contar com as noites Pescador, Cabo-Verdiana, Italiana, Barbecue, Oásis, Cretcheu – Ilha do Sal e Tropical.

Os hóspedes que estão comodamente na praia e não querem perder um segundo do calor e do sol podem sempre optar pelo bar da praia com um menu de saborosos grelhados.

Durante o dia são vários os bares que se encontram à disposição dos hóspedes, desde o já mencionado bar da praia, ao bar Tropical no interior da piscina salgada, ao bar Fun onde a mesa de snooker faz as delícias de todos em animadas disputas, até ao bar Salinas e ao bar do lobby.

Algo mais…

Para que nada falhe e ninguém se aborreça um segundo que seja, o Oásis Atlântico Belorizonte possui quatro piscinas, sendo uma de água salgada e duas para crianças, kid’s club com parque infantil e court de ténis, além de uma infindável lista de actividades, como a já referida aerobica, o futebol, o voleibol de praia, a petanca, jogos diversos, atelier de danças tradicionais e capoeira. Mediante solicitação podem ser organizadas aulas de mergulho, passeios pela ilha ou aluguer de automóvel. Aos que se preocupam com o bem-estar da pele, o Oásis Atlântico Belorizonte convida a visitarem o seu spa da pele.

Se no início deste artigo nos questionávamos sobre qual o factor que torna as férias em algo especial, agora lhe dissemos que no Oásis Atlântico Belorizonte é tudo, ali vivem-se os verdadeiros magníficos dias atlânticos…

Sal a descobrir

Santa Maria – vila junto à praia com o mesmo nome, situada na costa sul da ilha, com ruas direitas e casario colorido.

Praia de Santa Maria – 8 km de areia branca e fina, completada por um mar de águas azuis turquesas.

Espargos – a maior vila da ilha. Fica no interior, nas proximidades do aeroporto internacional e todo o seu desenvolvimento se centra à volta disso. Concentra também todas as entidades e serviços da ilha do Sal.

Pedra Lume – povoação onde se situam as famosas salinas que deram o nome à ilha, localizam-se no interior duma antiga cratera de vulcão para onde a água do mar se infiltra e evapora.

Grutas de Fiura e Buracona

Por Sandra M. Pinto

 

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