MoMo, o melhor do Oriente em Lisboa

Nascido de uma parceria estabelecida entre o Casino de Lisboa e o Grupo Lágrimas, o restaurante MoMo surpreende

Há casinos que surgem bcomo espaços de diversão muito aprazíveis, em Las Vegas tivemos ocasião de constatar isso mesmo. Mas há poucos tão bem concebidos como o Casino Lisboa, muito por culpa dos espaços de restauração nele existentes. O mais recente dá pelo nome de MoMo.

Por Sandra M. Pinto

O convite dizia: “venha conhecer o MoMo, no Casino Lisboa”. Aceite o desafio, no dia marcado partimos rumo ao Parque das Nações para descobrir o mais recente espaço gastronómico do Casino Lisboa. A primeira surpresa da noite fomos encontrá-la mal entrámos no Casino pois naquela noite decorria um torneio de póquer. Impossível ficar indiferente à agitação dos jogadores que em redor das mesas ansiavam em conseguir o melhor resultado. Mas sem demoras ou mais distracções, e subidas as escadas, rapidamente encontrámos MoMo, um restaurante que, temos a certeza, rapidamente se vai tornar num dos mais solicitados pelos amantes da boa gastronomia oriental.

Os olhos também comem

Nascido de uma parceria estabelecida entre o Casino Lisboa e o Grupo Lágrimas, o restaurante MoMo surpreendeu-nos antes mesmo de nos sentarmos à mesa, tudo por culpa da sua decoração. Da responsabilidade das arquitectas Cristina Santos e Silva e Ana Menezes Cardoso, a decoração do espaço transmite exotismo e requinte. Cada detalhe transporta a influência de um Oriente distante, mas que ali se quer perto e acolhedor.

O vermelho (cor da felicidade para os orientais) predomina um pouco por todo o lado, seja no chão, nos sofás ou no elemento decorativo que envolve o balcão, o qual nos reporta para as tradicionais janelas chinesas. Claro que não podiam faltar as lamparinas, ali recriadas com muito bom gosto. Também elas de cor vermelha são o pormenor certo num ambiente que se quer exoticamente oriental. Da conjugação de todos os elementos surge o MoMo um espaço intimista, cosmopolita e muito sedutor.

Sabores e aromas

Depois de escolhida a mesa e já sentados era altura de dar início à festa de sabores e aromas. A verdade é que ao consultamos o menu depressa nos apercebemos de que nem só de China se fala no MoMo. A verdade é que quem ali chega pode esperar encontrar uma série de iguarias oriundas entre outros, da já referida China, mas também do Japão, da Índia, da Tailândia e do Vietname. Este conceito inovador foi criado pelo chef Paulo Morais, um dos mais destacados especialistas nacionais em gastronomia oriental.

Na idealização e consequente concepção de cada prato, Paulo Morais utiliza ingredientes frescos, ervas e uma panóplia de especiarias, elementos por ele harmonizados com o recurso a inúmeras técnicas culinárias milenares, cada uma delas valoriza e preserva o sabor dos alimentos, estimulando simultaneamente os sentidos de quem os degusta. E não é isso mesmo que se pretende de de uma gastronomia deste género? Nós achamos que sim, por isso entregámo-nos de plena confiança nas escolhas do chef que iam desfilando pela mesa.

Nas entradas ficámos rendidos ao sabor do pão naan com chutney de manga, seguido do caranguejo casca mole crocante com molhos de abacate e malagueta. Um delicia! Ainda com as entradas a circular, rapidamente percebemos que jantar no MoMo é muito mais do que isso, pois surge como uma viagem de descoberta pela gastronomia asiática, a qual teve continuação com a selecção de pratos frios. Começámos com uma selecção de sushi e sashimi que se revelaram um sucesso junto dos convivas.

Em cada um destes pratos nota-se o conhecimento profundo que o chef tem das cozinhas do Sul e Sudeste Asiático adquirido no decurso das muitas viagens que realizou por esse continente e cimentado pela experiência de ter trabalhado nos principais restaurantes de cozinha asiática no nosso país (caso do Furosato, do Midori, da Bica do Sapato, do Góshò e mais recentemente o Umai).

A essência do palato…

…é animada no MoMo com elementos cruciais da cozinha asiática, como satay, caril e laksa. Nos pratos quentes uma referência a um dos nossos preferidos, o dim sum, conhecida especialidade da gastronomia chinesa que no MoMo é da responsabilidade do restaurante Estoril Mandarin (Casino Estoril), considerado pelos especialistas como um dos melhores restaurantes orientais na Europa. Acompanhado de chá verde e pétalas de jasmim, ao dim sum seguiu-se e há kau, som tom thai e salada de abacate verde.

Para prato de peixe a escolha recaiu no bacalhau fresco assado com molho de miso e legumes assados, seguido da carne, um satay de porco com molho de amendoim, puré de batata doce e erva limeira. A refeição terminou com chegada à mesa de três tipos de sobremesas: o melhor pão de ló do universo, um crème brulêe de gengibre e uma pannacota de chá colong. Qual a melhor? Isso deixamos ao gosto e paladar de cada um…

Experiência perfeita

MoMo é um tipo de dumpling muito popular na cordilheira dos Himalaias e tem a sua origem na palavra chinesa mómo, que significa “pão cozido a vapor”. No Japão, MoMo significa pêssego. A acompanhar o nome, e sem ignorar que estamos num casino, podemos descobrir o número 8, o qual simboliza sorte e fortuna para os chineses.

Para quem chegue ao casino com a intenção de assistir a um dos excelentes espectáculos regularmente em exibição no Auditório dos Oceanos (vizinho do restaurante), mas pretenda jantar antes, o MoMo oferece a possibilidade de uma refeição rápida, bastando escolher um dos menus disponíveis: Japão, Tailândia, Índia, Vietname ou Veggie Pan Asian.

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