Insólito Boutique Hotel no paraíso de Búzios

Se França tem Saint-Tropez, o Brasil tem Búzios. Ambas estâncias ficaram famosas nos anos 60 quando actrizes famosas como Brigitte Bardot as escolheram para passar o Verão. No caso de Búzios a fama cresceu de tal forma que foram muitas as personalidades que ali adquiriram casa e foram também vários os hotéis de charme que ali nasceram.

Descoberta pelos ricos e famosos na década de 60 do século passado, a península de Búzios tem 8 km de extensão onde se podem admirar e usufruir de 23 praias, cada uma mais bonita e apelativa do que a anterior. O charme de antigamente mantém-se assim como a tradicional arquitectura da original localidade piscatória, mas tudo o resto evoluiu mostrando hoje ao visitante um universo de exclusividade e luxo que não deixa ninguém indiferente.

Autenticidade é o lema       

É numa das mais belas praias de Búzios que vamos encontrar o motivo da nossa deslocação a terras de Vera Cruz. De seu nome Insólito Boutique Hotel tem como morada a praia da Ferradura. O Insólito é declaradamente um hotel de praia, mas um hotel de praia muito sofisticado, sobretudo se levarmos em consideração o facto de cada quarto temático concretizar uma proposta ao melhor da cultura brasileira e da decoração integrar objectos de design e elementos de iluminação assinados por Anouck Barcat e Maneco Quinderé.

O hotel é também o exemplo perfeito de uma integração sustentada, já que tudo foi meticulosamente pensado para que nada interferisse com o ambiente nem com a natureza envolvente: os materiais, o posicionamento dos espaços, os elementos decorativos, o aproveitamento da luz natural.

Paixão pelo Brasil

Ao chegar e depois de realizado o check-in decidimos explorar um pouco o hotel e ficámos verdadeiramente surpreendidos quando fomos informados que a sua proprietária não era brasileira. A nossa incorrecta percepção da sua nacionalidade estava relacionada com o facto de tudo no Insólito nos parecer uma homenagem à cultura e à arte do Brasil. Depressa descobrimos que Emmanuelle Meeus de Clermont–Tonnerre, a empresária francesa dona do hotel, idealizou-o como um estandarte da sua absoluta paixão pelo Brasil. Bom, podemos ter errado na nacionalidade mas não na percepção do objectivo por detrás do Insólito.

Emmanuelle Meeus de Clermont–Tonnerre foi também a responsável pela decoração de todos os espaços. Demonstrando uma evidente preocupação em dotar todo este projecto de um forte cunho cultural, optou por colocar obras de arte e livros sobre música, fotografia, literatura, arte, natureza, história, arquitectura e moda. Resumindo, um cômputo de todos os aspectos da cultura negra.

Uma palavra para o restaurante, onde o chef Rocha apresenta alguns dos mais saborosos pratos da gastronomia brasileira pontuados com ligeiros toques da cozinha francesa. O resultado? Perfeito.

Dormir com a história

É realmente um espaço fascinante o Insólito. Cada aposento obedece a um tema, como por exemplo o quarto Candomblé, cujo tema é a cultura afro-brasileira, o quarto Outeiro da Glória, com um painel de azulejo inspirado na técnica da arte sacra brasileira, o quarto Fotografia e Literatura onde através de fotos nos é contada a história do livro A morte e a Morte de Quincas Berro D´Água, de Jorge Amado, ou o quarto Orfeu da Conceição inspirado na peça de teatro homónima de Vinicius de Moraes.

Bora relaxar?

Para ser diferente o Insólito não tem um spa, mas antes um espaço ao qual foi dado o nome de Centro de Bem-Estar. Além de uma série de tratamentos de rosto e de corpo, os hóspedes podem optar por fazer uma massagem ou experimentar o ritual indiano de relaxamento, o qual é realizado à beira mar. Existe ainda uma piscina de água doce e outra de água salgada, sauna e jacuzzi. Mas a animação não fica por aqui pois pode fazer como nós e solicitar uma das três bicicletas disponíveis e partir à aventura, ou numa das lanchas dar um passeio no mar.

Por Sandra M. Pinto

 

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