Iberostar Grand Amazon O cruzeiro estrelas do Amazonas

O cenário é único, o navio-hotel grandioso. Quando nele embarcar irá zarpar para uma das aventuras inolvidáveis da sua vida. Em pleno luxo e conforto, o Grand Amazon sulca os rios Negros e Solimões e explora recantos mágicos da mãe das florestas tropicais.

O ponto de partida são as docas do velho porto de Manaus, palco de episódios mil dos descobrimentos portugueses, da história colonial portuguesa e do Brasil que se seguiu, enquanto Império e, logo, República. Uma miríade de grandes barcos fluviais, alguns deles de um porte já bem considerável e decorados com motivos garridos preenchem a beira-rio. Ancorado num ponto central, na projecção da elegante alfândega da cidade, completada apenas uns anos antes do fecho do Ciclo Brasileiro da Borracha, um navio-hotel destaca-se dos demais. Em boa parte construído em Manaus, o Iberostar Grand Amazon foi o primeiro projecto turístico do Grupo Iberostar no Brasil.

Luxo e elegância

É maior (82 por 15 metros), mais moderno e bastante mais luxuoso e elegante que qualquer outra embarcação de passageiros que por estes dias navegue a Amazónia. Por alguma razão lhe foram atribuídas cinco estrelas. Inaugurado em 2005, o Grand Amazon está dividido por três decks acessíveis por escadas mas também por elevadores: são eles o Mandi, o Acará e o Tambaqui. Em conjunto, estes decks acolhem 72 cabines com 23 m2. O navio-hotel inclui ainda duas Suites Reais com 50m2 junto à proa da embarcação. Todas as cabines e suites estão equipadas com ar condicionado, casas de banho e varandas privadas com vistas permanentes sobre os panoramas incríveis de ambas as margens do rio Negros ou do Solimões. Podem ter camas twin ou kingsize, e conta com televisões em que, além da programação de distintos canais, passam documentários e filmes sobre a Amazónia e a sua história.

À descoberta da selva

Mas quem embarca no Grand Amazon chega para explorar a selva a sério. Para tal, pode optar entre programas de distintos números dias – de três a sete noites – tanto no rio Solimões (três noites), como no rio Negro (quatro noites), ou em ambos (sete noites), com partidas à segunda e sexta-feira. E já que estamos a tratar do tema calendário, o Iberostar Grand Amazon navega durante todo o ano.

Um comandante com enorme experiência lidera a navegação a partir de uma ponte equipada com instrumentos da última tecnologia. A locomoção do Grand Amazon também é suavizada por motores especiais que limitam a um mínimo essencial a turbulência provocada no caudal e no leito dos rios. Sem surpresa, o avistamento de botos (golfinhos cor-de-rosa, endémicos do Amazonas e de vários outros animais selvagens faz-se mesmo a partir das varandas ou do deck superior.

Mas, como seria de esperar, o Grand Amazon garante uma exploração enriquecida com excursões bi-diárias, guiadas em lancha motorizadas a diversos lugares imperdíveis do percurso, seja pela sua excentricidade natural, seja pelo valor histórico: podem ser lagos, igapós (florestas inundadas), igarapés (pequenos braços de rio), casas da comunidade ribeirinha ou até cenário cinematográficos transformados em museus. O Grand Amazon leva ainda a cabo saídas de pesca, aulas e palestrar de ecologias centradas na fauna e flora local e visitas muito especiais a comunidades indígenas.

Os guias de serviço e a tripulação a bordo em geral são incríveis. Vários nasceram e foram criados na Amazónia em redor. Dominam como ninguém qualquer assunto que apresentem aos passageiros. Em simultâneo, a sua capacidade de comunicação, simpatia e até a paciência revela-se muito acima da média face ao que testemunhámos em cruzeiros afins de outras partes. Ora, isto faz uma enorme diferença.

A bordo

Quando chegar a hora de recuperar energias ou de relaxar a bordo, o Iberostar Grand Amazon estará mais que à altura. As piscinas são duas, ambas localizadas no deck superior. Nas imediações, um jacuzzi revigorante seduz a dobrar quem por ali descontrai. A bordo, há ainda um pequeno ginásio, uma biblioteca e uma loja de artesanato e recordações e onde poderá comprar equipamento ou bens de que se possa ter esquecido.

Se desejar organizar uma festa ou qualquer outro tipo de evento, saiba que a Lounge senta até 150 passageiros e está preparada para os mais criativos shows ou eventos.

Os restaurantes são dois, cada qual com o seu estilo. Kuarup é um termo indígena que significa celebração de entes falecidos numa despedida do período de luto com a máxima alegria possível. Inspirado nesta alegria comunal, o restaurante homónimo do “piso 0” do navio-hotel especializou-se em servir refeições mais completas e apuradas. Seja em modo buffet ou a la carte, os seus Chefs confecionam-nas com recurso aos melhores peixes da Amazóni e à fabulosa carne brasileira mas também providenciam as grandes especialidades da gastronomia internacional, se assim desejar, acompanhadas pelos vinhos mais inspiradores deste mundo.

Situado no Deck superior, mesmo sobre a popa, o Grill é o restaurante complementar do Kuarup. Tem como óbvia função assegurar pequenos grelhados e outros petiscos no tempo que sobra entre o regresso das excursões da manhã e o início do almoço no Kuarup. Mas estes snacks providenciais e panorâmicos são apenas um dos seus nobres propósitos. No mesmo Deck superior do Grill, o bar da Piscina despacha cocktails e outras bebidas entre os passageiros ali acalorados praticamente sem parar.

De tempos a tempos, alguns dos tripulantes – a tripulação é uma das mais versáteis que alguma vez conhecemos – transformam-se em músicos e animam os fins de tarde e noites no deck superior, com shows da sua banda bem-disposta e energética, junto ao bar da piscina.

Na noite anterior ao regresso ao porto de Manaus, os passageiros são ainda presenteados com a reencenação de um espectáculo folclórico da região, por exemplo, do glorioso festival Bumba Meu Boi de Parintins. Já a despedida do Iberostar Grand Amazon prova-se dolorosa, mas tem sempre a hipótese de regressar.

Por Marco C. Pereira

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