Hotéis portugueses com menor ocupação mas preços mais altos em 2018

Os preços dos hotéis cresceram, num ano em que a estada esteve em queda durante nove meses consecutivos.

A taxa de ocupação por quarto (TO) da hotelaria portuguesa recuou 1,3 pontos percentuais (p.p.) em 2018 face ao período homólogo, para 70%, mas os preços foram mais altos, segundo dados divulgados hoje pela Associação de Hotelaria de Portugal (AHP).

“O mais interessante é que se analisarmos a variação homóloga de cada um dos 12 meses do ano, percebemos que os únicos meses em que a TO não quebrou foram os do primeiro trimestre”, observa a presidente executiva da associação, Cristina Siza Vieira. “Foi também visível, nesse período, o efeito Páscoa que no ano passado foi em Março e em 2017 tinha sido em Abril”, acrescentou, referindo-se à Páscoa como “um grande balão de oxigénio para a hotelaria portuguesa”.

De acordo com dados da AHP Tourism Monitor, Lisboa registou a TO mais elevada, atingindo 81%, logo seguida pela Madeira, com 80%. Por categorias, os hotéis de duas estrelas foram os mais procurados (83%) pelos turistas.

 

 

 

O peso das dormidas de nacionais foi de 29% em 2018, enquanto  as dormidas de estrangeiros chegaram aos 71%, apesar da quebra dos principais mercados europeus, com o Reino Unido e a Alemanha. Este recuo ficou a dever-se, em parte, aos efeitos da retoma da actividade turística na Turquia, Egipto e Tunísia, concorrentes de destinos como o Algarve a Madeira. Em contraciclo, o número de turistas oriundos dos Estados Unidos e do Brasil cresceram.

Em termos de hóspedes, 38% foram nacionais e 62% foram estrangeiros. Quando comparado com o ano anterior, houve um crescimento do peso dos hóspedes nacionais de 0,8 p.p..

Quanto ao preço médio por quarto ocupado (ARR), o ano de 2018 alcançou os 95 euros a nível nacional, o que se traduz num crescimento de 7% em comparação com o ano anterior. Lisboa registou o preço médio mais elevado com 115 euros. Em termos de variação homóloga, destacam-se os Açores, Lisboa e Grande Porto, com um crescimento de ARR de 11%, 9% e 8%, respectivamente.

O preço médio por quarto disponível (RevPAR), por sua vez, fixou-se nos 66 euros, mais 5% do que no ano de 2017. Neste indicador, todos os destinos registaram crescimentos,  à excepção de Leiria/Fátima/Templários, com Lisboa a liderar de forma com 93 euros, seguida do Grande Porto com 68 euros e do Algarve com 67 euros. Em termos de variação homóloga, as melhores performances ocorreram nas Beiras e Viseu, com 13% de crescimento, e o Alentejo, com 12%.

Ainda em 2018, a motivação “lazer/recreio e férias” foi a principal das dormidas com 83% das preferências, enquanto as viagens em “negócios/profissionais” manteve os 11% do ano anterior.

As agências e operadores turísticos foram novamente o principal canal de distribuição de dormidas nos hotéis nacionais com um peso de 40%, seguido dos Travelwebsites com 22%. A predominância das agências/tour operador é mais evidente na Madeira, onde 77% das reservas são feitas através deste canal de distribuição. De salientar ainda o aumento das dormidas por website próprio na Área Metropolitana de Lisboa e via Travelwebsites no Algarve.

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