Espaço aéreo da Área Terminal de Lisboa vai crescer

Aprovado projecto para aumentar capacidade aeroportuária de Lisboa até 72 movimentos

A INFANAV, entidade que tem a seu cargo a gestão estratégica do espaço aéreo, aprovou no passado dia 23 de outubro o projeto para a reorganização do espaço aéreo da Área Terminal de Lisboa (ATL). O projecto foi preparado pelo Grupo de Trabalho Espaço Aéreo (GTEA) de acordo com o determinado pelo n.º 1 da Resolução do Conselho de Ministros 94/2019.

Este projecto prevê a reorganização e conciliação da utilização civil e militar do espaço aéreo da região de Lisboa e a sua aprovação significa que estão reunidas as condições para aumentar gradualmente a capacidade da ATL até aos 72 movimentos/hora.

No entender do GTEA, a conjugação dos termos previstos na Carta de Operação entre a Força Aérea e a NAV Portugal assinada no passado 28 de junho de 2019, que prevê a cedência de espaço aéreo de Sintra, com os termos já acordados para a futura Carta de Operação a celebrar entre as mesmas entidades mas para a cedência parcial do espaço aéreo de Monte Real, garantem as condições necessárias para se avançar com o aumento gradual da capacidade do sistema aeroportuário de Lisboa até 72 movimentos/hora – valor que compara com os atuais 44.

 

Os termos previstos nestes acordos entre a Força Aérea e a NAV prevêem a cedência de espaço aéreo de Sintra a partir de abril de 2020 e a cedência parcial do espaço aéreo de Monte Real a partir do Verão IATA 2021. No caso de Sintra, o objectivo visa a viabilização do Point Merge System já a partir de abril de 2020.

Através dos acordos são redefinidos limites verticais e laterais do espaço aéreo sob jurisdição militar, assim como limites verticais da ATL de modo a permitir novos procedimentos para o aeródromo de Cascais. Os acordos foram desenhados de forma a garantir igualmente a execução das missões da Força Aérea, necessárias para assegurar a prontidão do seu sistema de forças.

A reorganização operacional do espaço aéreo em curso não só irá aumentar a capacidade aeroportuária de Lisboa, como oferecerá uma estrutura de espaço aéreo mais eficiente, permitindo uma melhor gestão do tráfego na fase de aproximação a Lisboa e, desta forma, a redução de atrasos e do total de emissões de gases de estufa associadas ao transporte aéreo.

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