Dusseldorf, no limite da perfeição

A fama de integrar a lista das 10 melhores cidades do mundo para se viver, faz de Dusseldorf uma metrópole muito apetecível. Vamos encontrá-la nas margens do rio Reno, calma e placidamente à espera dos visitantes ansiosos por a desvendar… de uma ponta à outra.

 

É o Reno que lhe marca o ritmo e o semblante. É ele também que lhe atribui aquele ar romântico, levemente típico mas simultaneamente muito cosmopolita e elegante. Dusseldorf é diferente de Berlim e de Munique, e a sua singularidade reside acima de tudo nessa diferença. Se perguntarmos a um habitante da cidade como a descreveria recebemos quase sempre a mesma resposta: moderna, culta e aconchegante. Quem somos nós para discordar…

Princesa do Reno

Nona maior cidade alemã, Dusseldorf é a capital do Norte-Vestfália, constituindo um importante centro económico e cultural. Com um estilo de vida muito particular, esta é uma metrópole que deixa boas recordações nos visitantes que por ali descobrem excelentes restaurantes e espaços culturais dignos de referência e que enchem de orgulho os seus habitantes. Chegados a Dusseldorf, e sabendo do forte pendor fabril da cidade, nela não vemos uma única chaminé nem sentimos resquícios de poluição. Aquilo que nos chama de imediato a atenção são os seus bosques e os campos cultivados, um mar de verde que entra cidade adentro e se estende até às duas margens do rio Reno.

Mas a verdade é que desde os dias do pós-Segunda Guerra Mundial até aos nossos dias a cidade sofreu uma reviravolta enorme, passando de um monte de escombros à face do puro luxo.

No seguimento do fim do conflito e consequente divisão da Alemanha, a região do Reno foi dividida em zonas de domínio britânico e francês, sendo que decorria o ano de 1946 quando as autoridades britânicas decretaram a criação do Estado da Renânia do Norte-Vestfália. Numa altura em que a metrópole se encontrava praticamente em ruínas, com 90% do seu cento histórico (Altstadt) destruído, foi-lhe dado como que um voto de confiança pois passou a capital do recém-constituído estado. O esforço para reconquistar a antiga imagem de cidade ponto de encontro de trocas comerciais foi enorme, mas verdadeiramente compensador pois Dusselforf renasceu como destino de eleição para a realização de renomadas feiras internacionais, como é o caso da prestigiada Collections Première (CPD), onde são mostradas as tendências do mercado têxtil mundial.

Passeios e cultura

Impossível não começar o périplo pela cidade na Königsallee ou Kö como é mais conhecida. A avenida de um quilómetro está ladeada por enormes árvores e típicos cafés. É também a casa das mais luxuosas lojas de Dusseldorf, o que a torna numa das artérias mais “badaladas” de toda a Alemanha.

Outro dos espaços mais requisitados é o que ladeia o Reno, não sendo uma marginal como nós conhecemos, o Rheinufer-Promenade  é mais um acompanhante da calma do rio, onde os turistas e habitantes da cidade podem passear enquanto apreciam a beleza envolvente. Já os mais pequenos não perdem a oportunidade de se divertirem no Aquazoo, o zoológico aquático da cidade.

Um dos locais mais emblemáticos da cidade é a lindíssima praça Burgplatz, onde se ergue A torre do antigo castelo do Duque de Berg, fundador da cidade, e onde os habitantes em dias de sol vêm passar momentos de conversa em redor claro, de uma cerveja. Mas a confraternização que se inicia de dia tem continuação quando chega a noite, pois são muitas as famílias que por ali passeiam em noites onde a chuva e o frio não são em demasia.

Como já referimos, Dusseldorf é uma cidade culturalmente muito pró-activa, onde acontece de tudo um pouco. Desde os museus aos teatros, passando pela música há sempre uma grande quantidade de opções. Para os amantes da arte são vários os locais que podem descobrir, como o Palácio da Cultura de Ehrenfeld, a Academia de Arte e os dois museus K20 e K21, dedicados em exclusivo à mostra de obras dos século XX e XXI.

Uma curiosidade é o facto da cultura nipónica se encontrar um pouco por toda a cidade, muito por culpa da presença nela de cerca de 7 mil japoneses os quais formam a maior comunidade nipónica na Alemanha. Um dos pontos mais visíveis da sua presença são os inúmeros restaurantes onde o sushi é excelente.

Ao balcão com uma cerveja

Na zona mais antiga e castiça da cidade conhecida como Altstadt, onde predominam as construções de tijoleira, as ruas estreitas e as ruelas calcetadas, muitas abertas só a trânsito pedestre, e alguns dos ex-líbris, como a basílica de Sankt Lambertus, podemos deparar-nos com cerca de 250 bares de todos os géneros e estilos! Não é à toa que esta zona é conhecida como “o maior balcão de cerveja do mundo”, a qual por aquelas bandas não se serve gelada e apresenta um sabor mais amargo e característico. Basta pedir uma Alt e degustá-la…com calma.

A outra Dusseldorf, mais chique e requintada, chama-se Mediahafen e é vizinha da zona antiga. Nas ultimas duas décadas foram muitas as empresas que ali se instalaram, pelo que hoje podemos admirar um conjunto de modernas construções de célebres arquitectos, como Steven Holl, David Chipperfield e Frank Gehry. Mas não se pense que o factor modernidade ofusca a preocupação pela harmonia urbanistica que se sente por toda a cidade, bem pelo contrário. Ali, como em toda a urbe, tudo é ordenado e funcional, sendo estas as duas características essenciais da cidade, a qual com um nível de vida bem acima da média, fazem desta uma cidade rica, até para os parâmetros alemães.

Por Sandra M. Pinto

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