Copenhaga: a capital dinamarquesa transborda de felicidade

“Quando falamos com os seus habitantes percebemos que gostam da sua cidade, percebemos que são felizes.”

Esta é uma metrópole concebida à dimensão de quem a habita. Ali não há espaço para arranha-céus, aliás poucas são as construções com seis pisos, facto que possibilita que os nossos olhos se percam na imensidão da cidade sem interferências. Quando falamos com os seus habitantes percebemos que gostam da sua cidade, percebemos que são felizes.

Texto de Sandra M. Pinto

Copenhaga cresceu muito nas últimas três décadas. Mas ao contrário do que aconteceu com outras metrópoles, fê-lo de uma maneira harmoniosa: preservou a beleza arquitectónica de antigamente e não se deixou deslumbrar pela falsa sumptuosidade dos edifícios. Os seus responsáveis souberam redesenhar os inúmeros espaços de lazer, transformando as docas, há décadas em avançado processo de decadência, em áreas de passeio, lazer e promenade.

Vejamos por exemplo a agitação que actualmente se vive nos bares do cais de Nyhavn: esta antiga e decadente zona de comércio, deu nova vida a Copenhaga. Efectivamente, em redor do canal escavado por militares, por ordem do rei Christian V, entre os anos 1671 e 1673, nasceu a nova zona de comércio da cidade, Nyhavn que significa porto novo. Já Kopnhavn, a zona mais trendy da capital da Dinamarca, quer dizer porto de mercadores, nome que reporta ao século XVII altura em que era uma área dedicada ao comércio.

Depois da zona de Nyhavn, encontra-se Christiania, “a cidade livre”. Nascida em 1971, num antigo aquartelamento abandonado nos arredores de Copenhaga, esta cidade hippie faz parte da actual história do país. A intenção dos seus primeiros habitantes era transformar a área numa zona livre de carros, onde a utopia comunitária pudesse ganhar corpo. Hoje visitar esta zona da cidade, corresponde a aceder a outro mundo: as fachadas dos prédios estão cobertas por imensas e brilhantes pinturas murais e ainda podemos ali encontrar lojas de ferreiros, carpinteiros ou mesmo fabricantes de bicicletas. Todos são bem vindos…desde que deixem a máquina fotográfica desligada, pois quem ali mora não aprecia ser fotografado.

Em ritmo de passeio

Quando o sol brilha, as esplanadas e os espaços ao ar livre enchem-se. Não é preciso muito para que os habitantes se banhem no canal, basta que no termómetro a temperatura suba dos 20º! Mas a verdade é que o Verão por estas bandas chega a atingir os 26º…durante o dia, pois quando a noite cai a brisa fresca do Bático está sempre presente. Já a Primavera e o Outono, são muito, digamos, frescos e o Inverno realmente frio. Mas nada que assuste os habitantes da cidade, os quais se revelam simpáticos, acolhedores e muitos hospitaleiros.

Símbolo máximo da cidade a estátua da pequena sereia contempla as serenas águas do porto, sendo que medindo apenas 1,65 metros, consegue fazer sonhar para quem ela olha. Vizinho dela está Kastellet, um forte em forma de estrelas que edificado em 1663, serviu para defender a cidade.

Não esqueçamos que a Dinamarca é uma monarquia pelo que também em Copenhaga se pode assistir à mudança do turno da guarda real. Para conseguir ter uma boa perspectiva convém chegar antes do meio-dia ao Palácio Real Amalienborg pois é exactamente a essa hora que tudo acontece.

Sabe bem passear pela cidade, e se o fizer a pé vai conseguir obter uma perspectiva muito atraente das suas gentes e dos seus hábitos. Parar numa esplanada e tomar um café, entrar numa galeria de arte e ver uma exposição, admirar os edifícios barrocos extremamente bem conservados…tudo faz parte de um périplo por Copenhaga.

Impossível deixar de parte uma visita ao museu mais conhecido da cidade, o Museu Carlsberg. Inaugurado em 1882, no seu interior não espere encontrar cerveja, pois ali o que vai poder apreciar são as peças antigas que o fundador, Carl Jacobsen queria mostrar apenas pela sua beleza e não pela história que poderiam contar. No ano de 1915, Vagn, o filho de Carl, instituiu o museu também como local onde se mostra a história desta família cervejeira. Perca uns minutos para admirar convenientemente a entrada do museu que se encontra instalado numa antiga destilaria. Desde logo a velha chaminé, ela própria uma obra de arte: 56 metros de altura, cravada de gárgulas e com a base embelezada com motivos egípcios.

Outro dos mais atraentes edifícios da cidade é a Real Biblioteca, cuja forma cúbica e o revestimento de vidro negro e granito polido fazem com que não passe despercebido. Mas também Cisternen é um local de paragem quase obrigatória, pelo menos para todos os que sendo apreciadores de arte nutrem alguma predilecção pela mais moderna, já que ali estão expostas inúmeras obras de arte em vidro de artistas locais e internacionais.

Diversão, gastronomia e cerveja

E quem disse que os nórdicos não apreciam uma boa diversão? Basta visitar Tivoli para perceber que não só apreciam como sabem fazê-lo com muito estilo, pois este parque de diversões construído em 1843 (um dos mais antigos do mundo) é disso prova. É lá que se encontra a mais antiga montanha russa de madeira em actividade e o maior carrossel do mundo. Na verdade, foi aqui que Walt Disney se inspirou para a criação do seu próprio parque.

Terra-mãe da Carlsberg, é certo e sabido que se bebe bem por estas bandas, mas e relativamente à gastronomia? Descobrimos que o prato nacional dinamarquês é composto pela união de almôndegas com couve em molho branco! Uma tradição gastronómica que se perde no tempo, apesar de a pesca ser uma das actividades mais importantes neste país de marinheiros destemidos.

Outro prato comum é o millionbøf o qual consiste em carne de vaca frita cortada em pedacinhos, e servida em cima de batatas esmagadas. Mas há ainda espaço para o ganso ou pato assado e para os queijos, os mundialmente famosos danish blues.

De tudo um pouco se compõe uma visita à capital da Dinamarca. Esta é na realidade uma cidades feliz com habitantes igualmente de bem com a vida!

Hotéis

Hotel d’Angleterre

Inaugurado em 1755, esta é uma das unidades hoteleiras mais conhecidas da cidade. Verdadeiro icon, oferece 123 quartos e 20 suites, estando localizado perto do palácio real e do Royal Theater.

www.dangleterre.dk/en

The Radisson Blue Royal Hotel

Situado no centro de Copenhaga, e decorado pelo arquitecto Arne Jacobsen, esta unidade surpreende em cada um dos 260 quartos e 32 junior suites.

www.radissonblu.com/royalhotel-copenhagen

As nossas sugestões

Restaurantes

Copenhaga tem uma lista bastante simpática de restaurante com estrelas Michelin. Aqui lhe deixamos a nossa selecção:

Kokkeriet

Localizado no bairro trendy de Nyboder, este restaurante de uma estrela Michelin oferece uma decoração charmosa e uma atmosfera bastante casual.

Apresenta uma gastronomia europeia moderna, pontuada com sabores da mais antiga tradição dinamarquesa.

www.kokkeriet.dk

Noma

Conhecido pelo menu de iguarias escandinavas concebidas pelo chef Rene Redzepi, o Nome transporta o peso de duas estrelas Michelin.

Em 2010 foi considerado o melhor restaurante do mundo.

www.noma.dk

Formel B

Dono de uma gastronomia de inovação, o Formel B mantémse na rota dos espaços que se dedicam à gastronomia francesa mais clássica.

Com uma estrela Michelin tem no menu se seis pratos de peixe o seu ex-líbris.

www.formel-b.dk

 

Era Ora

Com uma estrela Michelin oferece aos clientes a melhor cozinha do norte de Itália preparada de acordo com os métodos mais tradicionais e com recurso aos ingredientes mais frescos trazidos de Itália.

De referir a adega onde se encontram 75 mil garrafas de aproximadamente 700 marcas.

www.era-ora.dk

A não perder

Torre Redonda

No topo da Rundetarn ou Torre Redonda, podemos ver a cidade toda… sem sair do mesmo lugar. Para chegarmos bem lá acima é preciso subir uma rampa em espiral com 209 metros de comprimento. Na origem da corrida de bicicletas que anualmente ali decorre está a lenda de que no dia da sua inauguração, em 1642, a rampa teria sido percorrida a cavalo pelo rei Cristiano IV, façanha repetida por Pedro, o cazr da Rússia.

www.rundetaarn.dk

Aberto das 10h00 às 17h00 (até 31 de Maio) e das 10h00 às 20h00 (de 1 de Junho a 20 de Setembro)

Ponte de Øresund

Liga a capital da Dinamarca a Malmö, a maior cidade do Sul da Suécia, tendo sido inaugurada pelos monarcas dos dois países em 2000. É a segunda maior ligação rodoferroviária do mundo, com um percurso total de 16 quilómetros.

Atravessa uma península artificial de 430 metros através do túnel com cerca de 3,5 quilómetros, uma ilha artificial de quatro quilómetros e a ponte suspensa, propriamente dita, de 7,845 quilómetros.

www.oresundsbron.com

Strøget

Principal via pedestre de Copenhaga que não é bem uma via pedestre, mas antes a interligação de cinco ruas: Østergade, Amagertorv, Vimmelskaftet, Nygad  e Frederiksberggade. Por aqui podemos encontrar lojas das principais marcas internacionais, mas também boutiques nacionais e armazéns de roupa em segunda-mão, além de cafés e restaurantes.

Tivoli

Desde 1843, é um dos parques de diversões mais antigos da Europa.

www.tivoligardens.com

Embaixada da Dinamarca em Portugal

www.amblissabon.um.dk/en

Documentos

Cartão de Cidadão

Moeda

Coroa dinamarquesa

(1.00 DKK=0.13 EURO)

Saber mais: www.visitcopenhagen.com

Diferença horária

Mais uma hora em relação a Portugal continental

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