Com África no horizonte

Vamos em busca do calor e do sol rumo a Tânger, em Marrocos, e à ilha da Boa Vista, em Cabo Verde.

Tânger a entrada em Marrocos

Tânger é uma cidade que mistura influências marroquinas, europeias e africanas, pelo que facilmente capta a atenção dos visitantes estrangeiros. Passamos o estreito de Gibraltar e a sudoeste dele damos de caras com Tânger. Cidade histórica e cheia de história cativa pelas praias belíssimas ocupadas regularmente por quem procura os benefícios do mar e a adrenalina dos desportos náuticos. Misteriosa e mágica, aquela que tem sido durante os anos porta de entrada em África recebe de braços abertos os turistas que a ela chegam. Pelas suas ruas e ruelas o misticismo característico de Marrocos entrelaça-se com o nosso desejo de descoberta, o que nem sempre se revela simples pois o árabe pode por vezes surgir como um entrave…rapidamente resolvido devido à simpatia e disponibilidade para ajudar por parte dos locais.

Em 1437, o rei D. Duarte realizou uma expedição à cidade que se revelaria trágica para os interesses de Portugal. D. Fernando, irmão do monarca, foi feito refém dos mouros. Tânger só se tornaria domínio português em 1471, quando D. Afonso V empreendeu nova expedição. A cidade esteve sob domínio português até 1661, ano em que passou para a coroa inglesa, no âmbito da negociação do dote de casamento da infanta D. Cristina de Bragança com Carlos II. Foi uma das cidades internacionais com os privilégios de praça livre até 1960, data da sua anexação por Marrocos.

Esta que é a mais cosmopolita das cidades marroquinas atraiu a si nomes como Oscar Wilde, André Gide, Jack Kerouak, Tenesee Williams, Henri Matisse, Cecil Beaton e Winston Churchill que por ali encontram refúgio e inspiração.

Andar a pé e descobrir os seus recantos mais secretos, deixar-se levar na melodia da sua música e no aroma da sua gastronomia é aceder a um espaço onde a vida ganha um novo colorido, o da felicidade.

 

Boa Vista e Cabo Verde aqui tão perto

Seja pela música que aquece a alma, pela gastronomia que faz crescer água na boca, pela alegria e simpatia com que este povo recebe quem chega ou pelas praias banhadas pelo sol, uma coisa é certa, cada uma das ilhas que compõem o arquipélago de Cabo Verde são um pedacinho de céu, cada uma com a sua especificidade. Com a morna a embalar os sentidos este é daqueles destinos que atraem quando não se está lá, encantam quando lá chegamos e deixa saudades quando vimos embora. O arquipélago de Cabo Verde situa-se no oceano Atlântico, cerca de 620 km a oeste da costa da Mauritânia na África Ocidental. Composto por 10 bonitas ilhas – 9 das quais são habitadas – e 5 ilhotas, tem origem vulcânica. Santo Antão, São Vicente, Santa Luzia, Ilhéu Branco, Ilhéu Raso, São Nicolau, Ilha do Sal e Boa Vista formam o agrupamento do Barlavento, enquanto Ilha de Maio, Santiago, Ilha do Fogo e Ilha Brava constituem o agrupamento de Sotavento.

Com uma superfície de 620 quilómetros quadrados, a Boa Vista é a terceira maior ilha do arquipélago. Geograficamente apresenta-se plana, à excepção de um maciço rochoso situado a oriente, que atinge o cume no Pico d’Estância, a 360 metros de altura. É na Boa Vista que vamos encontrar as mais extensas praias do arquipélago, motivo pelo qual tem sido objecto de interesse por parte de diversos investidores hoteleiros. Hoje a ilha já possui boas infraestruturas e condições para a prática do mergulho, facto que tem levado até ela um número crescente de visitantes.

As paisagens, a cultura, a fauna e as tartarugas marinhas, que acorrem aos areais na época da desova são pontos de atracção para quem chega. Aliás, de modo a garantir que estas últimas continuem a chegar à ilha existem fundações como a SOS Tartarugas e a Turtle Foundation. As quais contam com o apoio de voluntários intervindo de forma a reduzir os danos para esta espécie, actuando directamente nas praias ena consciencialização dos habitantes e visitantes de Cabo Verde.

Um dos locais turísticos que é obrigatório ficar a conhecer dá pelo nome de Povoação Velha. Preserva o charme de outros tempos, tendo sido aqui que começou a história da Boa Vista, cerca de 1600. Na costa vizinha uma fileira de belas praias, como a de Santa Mónica (considerada das melhores de Cabo Verde) e a do Curralinho e, mais para sul, as de Lacação e Curral Velho.

E o que dizer da gastronomia? Bom, difícil é falar sobre ela sem ficar de água na boca pois desde a lagosta na brasa, à cachupa (feijão, carne de porco, milho e legumes), à cachupinha, ao pastel com diabo (uma mistura de atum fresco, cebola e tomate enrolada numa massa feita à base de batata cozida e farinha de milho) e ao caldo de peixe, passando pela banana enrolada, até às caipirinhas e ao grogue (aguardente de cana) tudo é delicioso.

Por Sandra M. Pinto

Ler Mais
Outras Notícias
Comentários
Loading...

Multipublicações

Marketeer
Nova Kinda de Oeiras tem um corredor infinito e um Design Studio
Automonitor
Cepsa Black Week começa esta sexta-feira