Budapeste a elegante capital húngara

Com dois milhões de habitantes, Budapeste, a única cidade húngara verdadeiramente cosmopolita, é a capital de onde se comanda o destino da Hungria.

De mil anos de história, a Hungria herdou inúmeros palácios e castelos que se integram na paisagem e lhe dão um ar de pompa e cerimónia. Seja nas avenidas movimentadas ou nas ruelas mais calmas, Budapeste, a sua capital, descobre-se como uma metrópole cosmopolita que, sem esquecer a riqueza do passado, tudo faz para se modernizar, perseguindo determinadamente os padrões de vida da Europa Ocidental.

Com uma superfície que não chega aos 100 000 km2, a Hungria possui uma paisagem variada. As suas extensas planícies verdes são quebradas por séries de colinas e montanhas não muito elevadas, entre as quais deslizam grandes rios como o Tisza e o Danúbio. É lá que encontramos também um dos grandes lagos da Europa, o Balaton.

O Norte caracteriza-se por um cenário substancialmente mais montanhoso do que o do resto do território, quase sempre coberto por florestas ainda repletas de gamos e outros animais selvagens. É igualmente conhecido pelas suas inúmeras grutas e termas e pela área idílica que envolve o segundo grande lago do país, o Tisza. Esta zona é considerada a mais romântica da Hungria, onde as terras mais altas – que, no entanto, só uma vez passam dos 1000 m de altitude – se orientam para sul ou sudoeste, onde dão lugar à vasta planície Panónica, no início da qual encontramos a grandiosa Budapeste.

Metrópole encantada

A essência de Budapeste reside na sua história, marcada por períodos alternados de prosperidade e devastação. Com dois milhões de habitantes, Budapeste, a única cidade húngara verdadeiramente cosmopolita, é a capital de onde se comanda o destino da Hungria. Situada na zona Norte-Centro do país, é atravessada pelo Danúbio, que a divide em duas áreas completamente diferentes que compõem o seu nome: Buda e Peste. Buda fica situada nas colinas da margem direita do rio. Apesar de ser a zona mais histórica da cidade, hoje revela-se essencialmente como área residencial. Peste estende-se horizontalmente por cerca de 25 km na margem esquerda do rio. Esta oposição contribui para a complexa identidade de Budapeste, dividida entre o passado de colónia soviética presa às fortes tradições clássicas do Leste e o fascínio pela liberdade e prosperidade da moderna Europa Ocidental.

Cidade mágica

Na parte de Buda, o Bairro do Castelo é a grande atracção, já que contém as melhores panorâmicas sobre o Danúbio, bem como os principais monumentos e museus. Esta zona envolta por muralhas está também ela dividida em duas partes: a Cidade Velha, onde os habitantes plebeus da cidade se instalaram durante a Idade Média, e o Palácio Real. A Cidade Velha é conhecida pelas suas casas com pinturas elegantes, pelas igrejas resplandecentes e, acima de tudo, pelo Bastião dos Pescadores, construído em 1905 como plataforma de observação em honra dos pescadores responsáveis pela defesa da muralha que delimitava a cidade. O Bastião é dominado por sete torres cónicas numa alusão às tendas das tribos dos primitivos Magiares e por uma estátua de Estêvão I, o rei que cristianizou a Hungria e que mais tarde foi canonizado.

A colina Gellért, erguendo-se íngreme sobre o Danúbio, oferece do cimo dos seus 140 metros uma vista formidável de toda a cidade. No topo florestado fica a Citadela – onde se encontra o imponente Monumento à Independência – uma antiga fortaleza que há 12 anos atrás era ainda usada pelos militares do Bloco de Leste como posto operacional. Cá em baixo, encontramos o Hotel Gellért, um palácio Art Noveau considerado, muito provavelmente, como o hotel mais conceituado e com as melhores termas da cidade. Mas muito mais há para desvendar no outro lado do rio.

Nenhuma visita a Peste pode deixar de fora a Ópera, um edifício alteroso com uma luxuosa decoração neo-renascentista que realça a imponência das produções grandiosas que compõem o seu intenso programa anual. O centro de Peste é o ponto de encontro da cidade, sobretudo a Rua Váci, a zona de passeio e de compras mais elegante de Budapeste. Está ladeada de lojas, cafés, fontes e estátuas. Afastados da rua, existem velhos pátios e arcadas comerciais. São de referência os Palácios Klotild e a Igreja Paroquial da Baixa da Cidade, o mais antigo edifício de Peste. A colecção de arte do elegante Museu Nacional Húngaro merece uma visita. No Bairro Judeu, situa-se a maior Sinagoga da Europa. O seu museu reúne uma vasta colecção de artefactos judaicos.

Parque da Cidade

O Parque da Cidade é um dos mais encantadores e amplos espaços verdes de Budapeste, enriquecido aqui e ali pela presença de palacetes, lagos e monumentos faustosos, como a gigantesca Praça dos Heróis, organizada à volta do monumento do Millennium, um pilar com 36 metros de altura, que tem no topo uma estátua do Arcanjo Gabriel. Mais para norte da Praça dos Heróis fica o fabuloso Museu de Belas-Artes, e a sul, o Palácio da Arte, numa simetria cultural que não foi, por certo, mera coincidência. Mas o Parque da Cidade não fica por aqui. Nele se situam o Jardim Zoológico, os maravilhosos Banhos Széchenyi, um edifício público em forma de bolo de aniversário, e não muito longe, um dos restaurantes mais conceituados da Hungria, o Gundel’s. Como se não bastasse, o parque alberga igualmente o impressionante Castelo Vajdahunyad, construído sobre uma ilha no meio de um lago, que durante o Inverno se transforma numa belíssima pista de patinagem no gelo.

Margit, a coqueluche da cidade

É a verdadeira coqueluche da cidade. Falamos da ilha Margit. Situada no meio do Danúbio, alberga um grande jardim equipado com várias piscinas que sustentam a prática daquele que é o verdadeiro desporto e orgulho nacional, o pólo aquático. No Verão, a ilha enche-se de gente que, como numa praia qualquer, ali vai para aproveitar os benefícios do sol. É também na Margit, longe do ritmo acelerado de Peste e da pompa secular de Buda, que se organizam os vários festivais de Verão de Budapeste.

Por Sandra M. Pinto

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