Biltmore Hotel o hotel que mudou Miami

Construído em 1925 como resort de Inverno para os VIPs dos E.U.A., o Biltmore foi decisivo no boom turístico da Flórida. Depois de ter servido de hospital durante a 2ª Guerra Mundial. recuperou a sua glória original. Hoje, é um hotel Triple A, Four Diamond incontornável de Miami.

A silhueta excêntrica do Biltmore ergue-se acima do cenário verdejante de Coral Gables. A vista não é comparável com nada em redor. O edifício estreita-se de forma elegante da sua base ao topo. Como um palácio italiano? Como um castelo ibérico? Nem uma coisa nem outra mas com um pouco de ambos.

No auge da febre do investimento imobiliário da Flórida, George E. Merrick aliou-se a um magnata de nome John McEntee Bowman com o objectivo de, dotados de cerca de 10 milhões de dólares, erguer um hotel soberbo que, mais que acolher as multidões que começavam a chegar ao distrito de Coral Gables, se assumisse como um centro desportivo e da moda influente nos E.U.A.

Passado um ano e alguns meses foi inaugurado com direito a uma cerimónia de gala que se tornou num dos eventos mais badalados do ano. O Biltmore era o edifício mais alto da Flórida. Tinha 400 quartos, um campo de golfe de 18 buracos, campos de polo, courts de ténis e uma piscina de 45 por 69 metros que chegou a ser a maior do mundo e teve Johnny Weissmuler – o actor de Tarzan – como professor de natação.

Milhares de VIPs chegaram de vários estados dos E.U.A. a norte e a Oeste em comboios identificados com “Miami Biltmore Specials”. Três orquestras e champagne sem fim esperavam-nos. Quando a música começou a soar, 1500 convidados dançavam foxtrot ao seu ritmo sob a Torre Giralda iluminada pela primeira vez. Até 1942 e durante toda a era do Jazz, o Biltmore permaneceu um dos hotéis mais reputados e desejados dos Estados Unidos. Nele, confraternizavam estrelas de Hollywood, presidentes dos E.U.A., a mais endinheirada realeza europeia e até Al Capone. Nele foram realizados desfiles de moda, bailes de gala, shows aquáticos, bodas inesquecíveis e torneios de golfe de nível mundial, entre outros eventos.

A Segunda Guerra Mundial entrou em cena. Os E.U.A. viram-se forçados a socorrer os Aliados europeus e a função primordial do Biltmore deixou de fazer sentido. O governo norte-americano transformou-o no Hospital Regional das Forças Armadas. Permaneceu como hospital até 1968.

 A nova vida do Biltmore

Em 1973, a cidade de Coral Gables tomou posse mas demorou dez anos a decidir que destino lhe daria. Em 1983, deu início a um aturado e dispendioso (55 milhões de dólares) trabalho de restauração. Volvidos quatro anos, o Biltmore reabriu enquanto hotel de 4 estrelas e resort.

Voltou a fechar em 1990 devido à desadequação da economia da altura. Um consórcio multinacional liderado pela Seway Hotels comprometeu-se com um projecto de mais 40 milhões e dez anos para devolver ao Biltmore a sua grandeza. Outros 3 milhões foram gastos na recuperação do campo de golfe. Chegado 1996, o Biltmore recebeu o título merecido de National Historic Landmark, raro entre os edifícios históricos dos E.U.A.

Com o propósito de o equiparar à magnificência dos grandes hotéis históricos europeus, o Biltmore foi desenhado, na origem, com óbvias influências da arquitectura do sul do Velho Mundo, num estilo em tudo compatível com o das inúmeras residências disseminadas pela quase floresta tropical e jardins luxuriantes de Coral Gables.

“Revivalismo Mediterrâneo”: assim foi denominado o estilo único do hotel. Uma mixagem polida de arquitectura hispânica, com laivos de influências mouras e italianas. A torre Giralda de 28 metros, revestida de cobre ainda é o seu clímax arquitectónico. Os hóspedes chegam pela base, uma entrada em arco no fundo da fachada norte da estrutura. Desse momento em diante, confrontam-se com uma galeria quase secular de frescos a envolver um tecto abobadado, pisos elegantes de travertino, sólidas colunas de mármore, vitrais delicados, mobília de mógano esculpido e, uma vez chegados ao exterior da face oposta do hotel, jardins tão verdejantes quanto deslumbrantes.

Em vez dos 400 quartos iniciais, o Biltmore tem, hoje, 273. Destes, 130 são suites. Dos 91m2 do Superior Room aos quase 600 m2 da Everglades Suite, o Biltmore é um reino de espaço luxuoso. Entre ambos existem Junior Suites, Bedroom suites, Golf Suites com vista para o campo de golfe, Tower Suites situadas em plena torre icónica do hotel e com vistas incríveis sobre Coral Gables, Terrace Suites, como o nome indicada complementadas com um enorme terraço dotado de chaises longues. Ainda a Merrick Suite, com três quartos sumptuosos, como tal ideal para famílias.

Um, dois, três resaturantes

Os restaurantes do Biltmore são três: o Palme d’Or, o Fontana e o Cascade. Cada qual revela-se especial à sua maneira. No Palme d’Or, os convidados tomam parte de uma verdadeira celebração da Cuisine Française, preparada pelo chef Michelin e nomeado para o “Rising Star” de James Beard, Gregory Pugin. O Fontana é o restaurante do pátio exuberante do Biltmore. Tem este nome, por estar disposto em torno da fonte refrescante no seu centro. No Fontana, entre elegância e romance, o chef Beppe Galazzi serve sofisticação do nascer ao pôr-do-sol, o “melhor do que os hóspedes não conseguem encontrar com facilidade ou frequência nem em restaurantes nem em casa”. Por último, o Cascade surge sobre a famosa piscina do Biltmore, junto a uma cascata tranquilizante. Serve almoços, jantares ou tapas revigorantes al fresco acompanhadas por cocktails ou os melhores vinhos do mundo.

O golfe sempre presente

Quando chega o tempo de evasão e deleite, o golfe preserva um papel de destaque no Biltmore. O seu campo Donald Ross de 18 buracos e Par-71 ou a Golf Channel Academy vão mantê-lo ocupado por um bom tempo. Em alternativa, poderá passar pelo Fitness Center e exercitar-se com orientação dos melhores PTs. Na sequência, dê um mergulho na piscina resplandecente do Biltmore ou mime-se no rejuvenescedor European Biltmore SPA ou descontraia a beber um chá no Grand Lobby a ouvir melodias tranquilizantes tocadas ao vivo.

Por Marco C. Pereira

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