A história do barco rabelo

Conheça a embarcação típica do rio Douro.

O barco rabelo é uma embarcação típica do Rio Douro usada para transportar as pipas de Vinho do Porto do Douro, onde as vinhas se localizam, até Vila Nova de Gaia, onde o vinho era armazenado e posteriormente comercializado.

Sendo um barco de rio de montanha, e com um comprimento entre 19 e 23 metros, o rabelo não tem quilha e é de fundo chato, construído com com tábuas sobrepostas. Com uma vela quadrada, o rabelo era manejado normalmente por seis ou sete homens. Quanto aos mastros, os primeiros só usavam um, enquanto que os segundos usavam também um mastro à proa. Para governo, utiliza um remo longo à popa – a espadela. Quando necessário, os barcos eram puxados a partir de caminhos de sirga por homens ou por juntas de bois.

Actualmente, a sua actividade é diferente, sendo utilizados pelos turistas para passeios no rio Douro.

Nomenclatura

Adriça – corda que passa por uma roldana presa ao mastro e com que iça a vela
Apegadas – castelo de comando; ponte do arrais
Arrais – proprietário do barco
Bambinelas – cortinas que se prendem na parte posterior da apegada
Batedouro – pá de madeira, de uma só peça, usada para tirar a água do fundo do barco
Bicheiro – pau terminado por um gancho de ferro para ajudar à manobra de atracar
Bordados – tábuas que rematam as amuradas do barco
Cabaço – baldes
Cabrestos – cordas que se prendem aos tornos da espadela
Cabritos – pedra nas margens, por onde costumam passar as sirgas e os cabos de arame, em sulcos e ranhuras especiais
Casco – pipa
Childeira da ré – depósito de víveres aberto sob o fundo do barco e ao qual se desce, por vezes, por um alçapão
Chumaceira – pedaço de madeira na qual se prende o parafuso onde gira a espadela
Coqueiro – é o espaço abrigado situado à pôpa do barco
Espadela – leme
Estamão – banco atravessado pelo mastro
Feitor da espadela – o mestre
Feitor da proa – cargo imediato ao do mestre
Ouças – paus onde se apoiam as pás para remar
Parafuso – eixo no qual gira a espadela
Pás – remos
Ponteador – marinheiro que vai às pás
Pote – nome da panela de ferro de 3 pés
Rabelo – nome do barco derivado de ser um barco de rabo ou cauda
Sagre – fundo do barco
Tábua do pão – prateleira dentro do coqueiro onde se guarda o pão
Traste – tábua onde se firma o mastro
Verdugos – paus que resguardam a borda e onde assentam os bordados
Verga – vara que sustenta a Vela
Volta da estameira – nó usado para dentro do barco

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