7 lugares remotos no fim do mundo

Desabitados ou povoados por bandos de pinguins, estes sítios no meio do nada são verdadeiramente únicos, uma vantagem de serem lugares remotos. Longínquos, mas não inalcançáveis.

Tristão da Cunha – Território Ultramarino Britânico de Tristão da Cunha

A mais de 2400 quilómetros para sudoeste da Cidade do Cabo, o arquipélago habitado mais remoto do mundo, Tristão da Cunha, emerge do mar, dominando o horizonte com o seu vulcão, o Queen Mary’s Peak. Apenas uma vez a sua erupção, em 1961, resultou na necessidade de evacuar toda a população; hoje em dia é seguro, mas desafiante subir até ao seu pico com 2062 metros de altura.

A vida na ilha para os seus cerca de 300 residentes, gira em torno da pesca e da agricultura. Visita nos meses de Verão (Dezembro-Março) e poderás ser regalado com uma lagosta de Tristão.

Amantes da natureza – dirijam-se para as margens para ver pinguins, baleias e golfinhos. Coleccionadores – partam à caça de artesanato único, selos e moedas nas lojas locais. E para os junkies digitais – há apenas um café que proporciona acesso à internet para toda a ilha e não há cobertura de rede móvel, por isso considera antes desligar por uns dias.

Como chegar: Viajando abordo de um barco de carga ou de pesca, demora-se cerca de 6 dias a chegar a Tristão da Cunha a partir do porto de Baía da Mesa na Cidade do Cabo. Como são poucos os barcos que fazem esta rota, as visitas terão de esperar algumas semanas para apanhar o barco de regresso.

Longyearbyen – Svalbard, Noruega

Bem-vindo à cidade mais a norte do mundo! Longyearbyen foi estabelecida em 1906 como cidade mineira de exploração de carvão. A população de mais de 2000 pessoas ainda pratica maioritariamente esta actividade, mas faz-se também pesquisa geológica e meteorológica. As renas, raposas polares e o majestoso urso polar são caras conhecidas nas ruas de Longyearbyen. Não te podes perder numa cidade com ruas sem nome, refere-te simplesmente a cada edifício e mina pelo seu número.

Visita a Igreja de Svalbard em Gamle Longyearbyen (Cidade Velha), e consulta as horas com o relógio solar vizinho, já que o sol da meia-noite (um sol que nunca se põe) flutua constantemente sobre a cidade durante o Verão (Abril-Agosto). Quando o calor veranil abrasador de 7ºC começar a arrefecer, aquece os meses escuros de Inverno com o festival Dark Season Blues em finais de Outubro.

Como chegar: Apanha um voo para o aeroporto de Svalbard Airport a partir de Tromsø a qualquer altura do ano, ou voos directos de Oslo no verão.

Oásis Siwa – Deserto Ocidental, Egipto

O sol encontra-se no seu auge no Deserto Ocidental perto da Líbia, mas a sombra das palmeiras e oliveiras é divinal enquanto te refrescas nas termas naturais.

A contrário da imagem de uma miragem criada por uma onda de calor invocada pela palavra oásis, Siwa é um lugar verdadeiro e uma localização famosa desde o século VI a.C. Perto do Templo do Oráculo de Amun, dedicado a Zeus, Siwa era um destino para governantes em busca de conselhos ou alvo de exércitos que procuravam destruir o seu poder. O templo está em ruínas, mas é ainda visível na aldeia vizinha de Aghurmi.

O oásis é também valorizado pelas águas cristalinas sagradas da piscina de Cleópatra, onde podes banhar-te enquanto tomas um Chá Egípcio de Siwa (um chá vermelho local) e tâmaras locais. Situado a quase 600 quilómetros de Cairo, Siwa beneficia do seu lugar remoto no coração do deserto, preservando a sua autenticidade e cultura Sufi (misticismo religioso), demonstrado nos cantos Sufi dos círculos dhikr ao final do dia.

Como chegar: Podes apanhar um autocarro nocturno directamente da estação de autocarros ‘Gateway’ de Cairo para Siwa.

Ilha Macquarie – Austrália

Ao caminhares pelos trilhos pedestres em redor da ilha desabitada, os ventos fortes atirando maresia sobre as tuas bochechas, vais conhecer a sensação de como é explorar o meio do nada. Isolada por 1500 quilómetros de oceano, a Ilha Macquarie fica a meio caminho entre a Austrália e a Antártida. Mas não vais estar sozinho – acompanhado de um guarda florestal da Tasmânia, é provável que te sintas rodeado ao invadir uma vasta população de pinguins e focas selvagens, os verdadeiros reis desta ilha.

Uns estimados 850.000 pares de Pinguins Reais, um espécie endémica, governam estes território e são um dos maiores bandos de aves marinhas do mundo. Estes pequenos curiosos poderão aproximar-se das visitas, mas é aconselhado que se evite o contacto em prol da conservação. Os elefantes marinhos dão espectáculos ruidosos sobre as margens, lutando com os seus impressionantes 1000 kilos de peso. A ilha e os seus habitantes estão protegidas sob a sua inscrição no Património Mundial da UNESCO .

Como chegar: Podes marcar uma viagem num cruzeiro com destino final de Antártida. Estes incluem frequentemente uma paragem nas Ilhas Macquarie, partindo de Hobart, na Austrália ou Bluff, na Nova Zelândia. A maioria das visitas à ilha são de apenas um dia ou dois, com pernoite no navio em que chegaste. Como não há porto, o acesso à ilha é feito de lancha pneumática ou embarcações semelhantes.

Oymyakon – Sibéria, Russia

Consegues imaginar-te a passar férias na aldeia, permanente habitada, mais fria do mundo? Apesar de ser verdadeiro o risco de morrer congelado, encontras aqui cerca de 500 pessoas que habitam esta zona o ano inteiro, desfrutando de uma paisagem expansiva de neve cintilante durante a caça de renas, expedições de pesca no gelo ou mergulhos nas termas naturais.

Mesmo ao pé do Círculo Polar Ártico, Oymyakon é uma vasta área de terreno permanentemente congelado, com terreno incultivável. A tua dieta aqui vai consistir sobretudo em carne de rena e cavalo ou massa com sabor a sangue equestre.

Por mais radicalmente frios que sejam os Invernos – com temperaturas negativas recorde abaixo dos -60°C, o calor do verão pode, em certos dias, alcançar o outro do lado do espectro com 30°C positivos (Junho-Agosto), mas a estação é geralmente bastante amena e agradável.

Como chegar: A grande cidade mais próxima, Yakutsk, fica a dois dias de viagem de carro (930km).

Floreana – Equador

As Ilhas Galápagos são a escapadela de sonho do Equador. Explorar a sua vegetação abundante e a esperança de ver uma tartaruga gigante atrai mais de 150.000 visitas por ano. Pega no teu snorkel e apanha o cruzeiro do dia seguinte para fora da ilha principal de San Cristobal para chegar ao paraíso sem aeroporto de Floreana.

Este lugar remoto conta com uma população de apenas 100 pessoas, a ilha flutua numa tranquilidade, melhor aproveitada explorando as suas maravilhas naturais. Devil’s Crown, um cone vulcânico colapsado, é um lugar mágico para fazer snorkeling entre tubarões, leões marinhos, tartarugas do mar, enguias e uma grande variedade de peixes.

Uma das primeiras ilhas exploradas por contacto humano, a ilha tem sofrido pela introdução de cabras selvagens invasivas e outros herbívoros. Os esforços de conservação por parte do Parque Nacional das Galápagos têm sido trabalhados arduamente desde 2007 para restaurar e sustentar a vida selvagem nativa devastada de Floreana. Hoje, encontras populações saudáveis de falcões, pintassilgos, e serpentes-corredoras das Galápagos.

Desaparecimentos estranhos e mortes misteriosas pontuam as histórias dos primeiros colonos da ilha. Por muito tempo o único hotel da ilha com o único telefone em funcionamento, os descendentes da primeira família a habitar as Galápagos gerem a Pensão Wittmer.

Toma banhos de sol em duas praias contrastantes na Punta Cormorant – a Praia de Farinha com areia fina de coral esmagado, ou a Praia de Areia Verde colorida pelos cristais de olivina. Não te esqueças de passar pelo antigo posto de correios usado por baleeiros desde 1793 – brinca aos carteiros e leva contigo as cartas que podes entregar em mão.

Como chegar: O acesso às ilhas Galápagos é feito por avião a partir de Guayaquil no Ecuador continental para a ilha de San Cristobal com algumas partidas semanais. O arquipélago das Galápagos é ideal para saltar de ilha em ilha se o teu orçamento o permitir, já que o acesso mais regular entre ilhas é de cruzeiro ou ferry. As ilhas mais próximas com trânsito marítimo são Santa Cruz e Isabela.

Socotra – Iémen

Atravessando o Mar da Arábia, a cerca de 400 quilómetros do Iémen, fica Socotra, mais conhecida em sânscrito como a ilha da felicidade. Sem aeroporto até 1999, as aldeias e paisagem foram por muitos anos poupadas de excessivo movimento.

Esta recatada ilha é habitada por árvores notáveis, a mais incrível sendo o Dragoeiro com a sua forma de guarda-chuva, ramos que lembram veias e resina vermelha usada em tintas e corantes. Com espécies endémicas que não se encontram em mais parte alguma do mundo, Socotra pertence também à lista de Património Mundial da UNESCO.

Mais que uma reserva natural única, Socotra hospeda 600 aldeias de casas aglomeradas e uma população de 40.000 pessoas. Quando não estiveres à caça da singular árvore de pepino, desfruta de surf excelente, nada com barracudas e raias, ou explora as profundezas da Geuta Halah.

Imersa em escuridão total a várias centenas de metros abaixo da terra, os estalagmites e estalactites com metros de comprimento não têm nada que invejar às árvores na superfície. Isto é o ecoturismo no seu melhor – monta a tenda na praia e prepara um churrasco com um pano de fundo montanhoso.

Como chegar: Devido aos actuais conflitos no Iémen, os voos de Sana’a e Áden não são garantidos. Notícias recentes reportam que há voos para Socotra disponíveis a partir de Abu Dhabi. Por via marítima, há barcos que chegam a Socotra com cerca de um dia de viagem a partir de Salalah, Omã.

Fonte: momondo

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